Embora existam inúmeros estudos, causas da doença ainda são desconhecidas
Cólicas fortes que pioram a cada mês, aumento do fluxo menstrual, dores abdominais mesmo fora da época da menstruação e dor durante a relação sexual são importantes sintomas de uma doença que acomete cerca de 15% das mulheres em idade reprodutiva no mundo: a endometriose.
Apesar da abundância de estudos sobre o tema, as causas desta doença ainda são desconhecidas pela medicina. O que a ciência já sabe é que a endometriose está relacionada ao ciclo hormonal, mais precisamente ao hormônio estrógeno que é produzido nos ovários das mulheres em idade reprodutiva. O que acontece com o organismo feminino saudável é que, periodicamente, a mucosa que reveste a cavidade interna do útero, chamada endométrio, sofre alterações, preparando este útero para a implantação do óvulo fertilizado.
Quando não ocorre a fecundação, o endométrio é eliminado através da menstruação. No entanto, durante esse processo, algumas de suas células podem migrar e cair na cavidade abdominal, provocando uma reação inflamatória que caracteriza a endometriose. Essa inflamação pode atingir também outros órgãos além do útero, como o intestino e a bexiga. Nesses casos os sintomas mais comuns são dor e sangramento na evacuação e na urina.
Conforme explica a doutora em ginecologia pela Faculdade de Medicina da USP e diretora do Centro de Endometriose São Paulo, Rosa Maria Neme, as evidências indicam que a endometriose esteja ligada a questões genéticas e a um distúrbio no sistema imunológico do organismo, que não consegue frear o aparecimento da doença. E como se trata de uma enfermidade progressiva, os sintomas se agravam com o tempo, podendo chegar a desconfortos extremos como dor incapacitante e, inclusive, infertilidade.
"Cerca 40% das mulheres com endometriose apresentam dificuldade em engravidar. Por isso, o importante é descobrir cedo. Uma boa investigação clínica, através do exame de toque, consegue identificar as primeiras evidências da doença. Existindo suspeitas, o diagnóstico pode ser confirmado com exames de imagem - ressonância magnética e ultrassonografia", esclarece a especialista. A boa notícia é que, segundo Neme, na grande maioria das vezes, a infertilidade é revertida com tratamentos específicos. "Na pior hipótese, a mulher é submetida a um tratamento de fertilização in vitro que apresenta altas taxas de sucesso", tranquiliza.
Do diagnóstico ao tratamento
Quando a endometriose é diagnosticada em estágios iniciais, o tratamento mais comumente utilizado é medicamentoso, à base de anticoncepcionais combinados com baixas doses de hormônio ou, ainda, somente à base de progesterona. Esses medicamentos atuam diminuindo a ação do estrógeno e, dessa maneira, ajudam a controlar a progressão da doença.
"Os medicamentos são usados nos casos mais leves e também no pós-operatório, a fim de evitar que a doença retorne. Mas, para grande parte das mulheres com endometriose, o tratamento é cirúrgico, via laparoscopia", afirma Neme. Segundo ela, o avanço da tecnologia robótica também traz boas perspectivas para o tratamento da endometriose, pois permite a realização da cirurgia com melhor precisão de imagem, visão mais definida do campo operatório e melhor recuperação da paciente.
Mas, além da atenção médica, quem tem endometriose pode (e deve) ajudar no tratamento, mantendo um estilo de vida saudável que inclui a prática regular de exercícios físicos aeróbicos e uma alimentação adequada. Aliadas ao tratamento preciso e ao diagnóstico precoce, são poderosas ferramentas para o controle desta doença que ainda intriga médicos e cientistas.
Por Taimara
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Saúde da Mulher ;)
Corrimento vaginal pode ser sintoma de algo mais grave
Ele pode causado até por alergia a produtos usados no banho
Durante as várias fases do ciclo menstrual, a mulher produz secreções que são naturais do seu organismo. Essas secreções podem ser transparentes, esbranquiçadas ou até levemente amareladas. Mas, conforme explica a ginecologista e diretora da clínica Curarte, no Rio de Janeiro, Elisabete Dobao, esse tipo de muco nada tem a ver com o que é diagnosticado como corrimento vaginal, ou leucorréia. "A secreção é natural quando não causa ardor, coceira, ou cheiro desagradável", esclarece.
Ao contrário disso, o corrimento muitas vezes também provoca uma espécie de mancha branco-acinzentada ou amarelo-esverdeada na calcinha e, além do cheiro forte, do ardor e da coceira, pode estar associado a uma dor na região pélvica, ou no que chamamos de baixo ventre.
Mas a especialista alerta que o corrimento vaginal em si não é uma doença, e sim um importante indicativo de que alguma coisa não vai muito bem. Esse muco é fruto de uma inflamação dos tecidos vaginais que, por conta disso, passam a produzir secreção anormal.
E as causas dessa inflamação podem ser diversas. "Muitas vezes o corrimento aparece por conta de uma reação alérgica a algum produto usado no banho ou para lavar a roupa íntima, por exemplo. Também pode ser sintoma de infecções provocadas por bactérias, fungos ou até mesmo vírus", afirma.
Uma das doenças mais comuns associadas ao corrimento vaginal é a candidíase. Provocada por um fungo, trata-se de uma espécie de micose que induz a produção de um muco bastante espesso, tipo nata de leite. Essa infecção está geralmente ligada à baixa da imunidade do organismo.
Nesses casos o tratamento é realizado com prescrição médica de antibióticos e antifúngicos via oral ou em forma de cremes vaginais. Dobao afirma que, em geral, o corrimento desaparece após oito dias de tratamento.
Mudança de hábitos Mas como o corrimento também é provocado por reações alérgicas, algumas mudanças de hábito podem ajudar a prevenir esse problema que tanto traz desconforto para as mulheres. A especialista recomenda primeiramente o uso de calcinhas de algodão. Ao contrário dos tecidos sintéticos, de renda ou lycra, o algodão não abafa a região íntima, permitindo a entrada de ar que é tão necessária para a saúde vaginal.
"Dormir sem calcinha também permite que a região íntima 'respire', evitando a umidade e, consequentemente, a proliferação de fungos e bactérias", explica. Optar por sabonete líquido apropriado para higiene íntima, com pH abaixo de 6, é outra maneira de ajudar bastante. A médica esclarece que esses sabonetes são ideais para a área genital porque protegem a pele da proliferação de bactérias e minimizam os riscos de alergia.
Outra conduta importante é evitar usar protetores de calcinha todos os dias, pois eles dificultam a transpiração do local. A umidade e o calor proporcionam ambiente extremamente propício para os micro-organismos.
"Também procure não usar absorventes com película plástica no período menstrual. Esse tipo de produto aumenta a temperatura local e pode fazer com que o suor irrite a pele", recomenda. Além disso, trocar o absorvente a cada 4 horas também é essencial.
Por Taimara
Ele pode causado até por alergia a produtos usados no banho
Durante as várias fases do ciclo menstrual, a mulher produz secreções que são naturais do seu organismo. Essas secreções podem ser transparentes, esbranquiçadas ou até levemente amareladas. Mas, conforme explica a ginecologista e diretora da clínica Curarte, no Rio de Janeiro, Elisabete Dobao, esse tipo de muco nada tem a ver com o que é diagnosticado como corrimento vaginal, ou leucorréia. "A secreção é natural quando não causa ardor, coceira, ou cheiro desagradável", esclarece.
Ao contrário disso, o corrimento muitas vezes também provoca uma espécie de mancha branco-acinzentada ou amarelo-esverdeada na calcinha e, além do cheiro forte, do ardor e da coceira, pode estar associado a uma dor na região pélvica, ou no que chamamos de baixo ventre.
Mas a especialista alerta que o corrimento vaginal em si não é uma doença, e sim um importante indicativo de que alguma coisa não vai muito bem. Esse muco é fruto de uma inflamação dos tecidos vaginais que, por conta disso, passam a produzir secreção anormal.
E as causas dessa inflamação podem ser diversas. "Muitas vezes o corrimento aparece por conta de uma reação alérgica a algum produto usado no banho ou para lavar a roupa íntima, por exemplo. Também pode ser sintoma de infecções provocadas por bactérias, fungos ou até mesmo vírus", afirma.
Uma das doenças mais comuns associadas ao corrimento vaginal é a candidíase. Provocada por um fungo, trata-se de uma espécie de micose que induz a produção de um muco bastante espesso, tipo nata de leite. Essa infecção está geralmente ligada à baixa da imunidade do organismo.
Nesses casos o tratamento é realizado com prescrição médica de antibióticos e antifúngicos via oral ou em forma de cremes vaginais. Dobao afirma que, em geral, o corrimento desaparece após oito dias de tratamento.
Mudança de hábitos Mas como o corrimento também é provocado por reações alérgicas, algumas mudanças de hábito podem ajudar a prevenir esse problema que tanto traz desconforto para as mulheres. A especialista recomenda primeiramente o uso de calcinhas de algodão. Ao contrário dos tecidos sintéticos, de renda ou lycra, o algodão não abafa a região íntima, permitindo a entrada de ar que é tão necessária para a saúde vaginal.
"Dormir sem calcinha também permite que a região íntima 'respire', evitando a umidade e, consequentemente, a proliferação de fungos e bactérias", explica. Optar por sabonete líquido apropriado para higiene íntima, com pH abaixo de 6, é outra maneira de ajudar bastante. A médica esclarece que esses sabonetes são ideais para a área genital porque protegem a pele da proliferação de bactérias e minimizam os riscos de alergia.
Outra conduta importante é evitar usar protetores de calcinha todos os dias, pois eles dificultam a transpiração do local. A umidade e o calor proporcionam ambiente extremamente propício para os micro-organismos.
"Também procure não usar absorventes com película plástica no período menstrual. Esse tipo de produto aumenta a temperatura local e pode fazer com que o suor irrite a pele", recomenda. Além disso, trocar o absorvente a cada 4 horas também é essencial.
Por Taimara
Álcool está associado a 30% dos casos de violência
Dados inéditos do Ministério da Saúde mostram que a suspeita de ingestão de bebida alcoólica por parte do provável agressor foi relatada por 30,3% das mulheres vítimas de violências doméstica, sexuais e outras violências, durante todo o ano de 2008. Em 62,7% dos casos de violência contra mulheres, a agressão ocorreu em residência e 39,7% delas afirmaram já terem sido agredidas anteriormente.
Do total de 8.766 vítimas atendidas em unidades de referência, 6.236 foram do sexo feminino (71,1%), incluindo crianças, adolescentes e pessoas idosas. Mulheres casadas ou que viviam em união estável representaram 25,6% das vítimas, enquanto que as solteiras responderam por 38,7% dos registros.
Os dados são do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA), estudo realizado em serviços de referência para atendimento de vítimas de violência doméstica, sexual e outras violências, em 18 municípios de 14 estados. Entre as vítimas do sexo feminino, os casos se concentraram em adolescentes e jovens na faixa dos 10 aos 19 anos (28,8%), crianças de 0 a 9 anos (21%) e mulheres dos 20 aos 29 (19,9%) e dos 30 aos 39 anos (13,9%). As menores concentrações foram identificadas nas faixas etárias de 40 a 49 (7,8%), 60 anos ou mais (4,3%) e de 50 a 59 (3,5%).
“O estudo permite ao Ministério da Saúde, aos estados e aos municípios traçar o perfil das vítimas e dos autores das agressões, para subsidiar ações de enfrentamento a esses problemas, por meio de políticas públicas de prevenção e de promoção da saúde e da cultura de paz”, avalia Marta Silva, coordenadora da área técnica de Vigilância e Prevenção de Violências e Acidentes do Ministério da Saúde.
Fonte: Revista Nursing Thainá Ribeiro
Do total de 8.766 vítimas atendidas em unidades de referência, 6.236 foram do sexo feminino (71,1%), incluindo crianças, adolescentes e pessoas idosas. Mulheres casadas ou que viviam em união estável representaram 25,6% das vítimas, enquanto que as solteiras responderam por 38,7% dos registros.
Os dados são do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA), estudo realizado em serviços de referência para atendimento de vítimas de violência doméstica, sexual e outras violências, em 18 municípios de 14 estados. Entre as vítimas do sexo feminino, os casos se concentraram em adolescentes e jovens na faixa dos 10 aos 19 anos (28,8%), crianças de 0 a 9 anos (21%) e mulheres dos 20 aos 29 (19,9%) e dos 30 aos 39 anos (13,9%). As menores concentrações foram identificadas nas faixas etárias de 40 a 49 (7,8%), 60 anos ou mais (4,3%) e de 50 a 59 (3,5%).
“O estudo permite ao Ministério da Saúde, aos estados e aos municípios traçar o perfil das vítimas e dos autores das agressões, para subsidiar ações de enfrentamento a esses problemas, por meio de políticas públicas de prevenção e de promoção da saúde e da cultura de paz”, avalia Marta Silva, coordenadora da área técnica de Vigilância e Prevenção de Violências e Acidentes do Ministério da Saúde.
Fonte: Revista Nursing Thainá Ribeiro
Brasil investe até demais no combate à Aids, defende pesquisador
Este domingo (5) marca o 30º aniversário do primeiro relato científico sobre pessoas contaminadas pelo HIV. O trabalho analisava o caso de cinco homens jovens e aparentemente saudáveis que tiveram pneumonia. Dois deles haviam morrido. A deficiência imunológica por eles apresentada viria a ser conhecida como Aids.
Três décadas depois, o Brasil pode se orgulhar de ter adotado o melhor programa público contra a Aids no mundo, na visão do cientista político Eduardo Gómez, da Universidade Rutgers, nos EUA.
Ele fez uma pesquisa comparando as políticas de Brasil e EUA para doenças para as quais os investimentos públicos podem eventualmente não ser bem vistos por determinados setores da sociedade, como Aids, sífilis, obesidade, entre outras.
Eduardo Gómez, da Rutgers, fez um levantamento
comparativo entre políticas de saúde nos EUA e no Brasil.
Gómez aponta que, desde o início, nos anos 80, o governo, as organizações e as comunidades de portadores de HIV agiram de forma mais integrada no Brasil que nos EUA. “As comunidades de Aids em San Francisco e Nova York não se comunicavam. Quando a Aids apareceu nos EUA, houve muita discriminação. No Brasil também houve, mas o governo foi mais receptivo”, explica.
O fato de o país estar saindo do governo militar e a aprovação da Constituição de 1988, que menciona que a saúde é "direito de todos e dever do Estado", contribuíram para o forte investimento num programa de combate à doença.
Já nos EUA, o ambiente mais conservador sob os presidente Ronald Reagan e George Bush prejudicou a adoção de medidas nacionais agressivas. Grupos religiosos influentes, aponta Gómez, defendiam a ideia de que a Aids era um castigo divino aos gays. “O Brasil sempre foi mais aberto ao tratamento de doenças sexualmente transmissíveis”, diz.
A pressão da comunidade internacional foi outro fator que fez com que o Brasil investisse num programa de Aids. “Conversei algumas vezes com o presidente (Fernando Henrique) Cardoso e ele era muito preocupado com isso. Queria mostrar que o país estava preparado para fazer frente à doença”, conta Gómez.
O resultado foi que, atualmente, o Brasil oferece medicamentos gratuitamente a todos os infectados, enquanto nos EUA há mais de 8 mil pessoas esperando para receber remédios. Países africanos, os mais atingidos pelo HIV, tentam replicar a iniciativa brasileira, mas lutam contra a falta de recursos.
globo.com/ciencia e saude
Por: Cássia Lima
Três décadas depois, o Brasil pode se orgulhar de ter adotado o melhor programa público contra a Aids no mundo, na visão do cientista político Eduardo Gómez, da Universidade Rutgers, nos EUA.
Ele fez uma pesquisa comparando as políticas de Brasil e EUA para doenças para as quais os investimentos públicos podem eventualmente não ser bem vistos por determinados setores da sociedade, como Aids, sífilis, obesidade, entre outras.
Eduardo Gómez, da Rutgers, fez um levantamento
comparativo entre políticas de saúde nos EUA e no Brasil.
Gómez aponta que, desde o início, nos anos 80, o governo, as organizações e as comunidades de portadores de HIV agiram de forma mais integrada no Brasil que nos EUA. “As comunidades de Aids em San Francisco e Nova York não se comunicavam. Quando a Aids apareceu nos EUA, houve muita discriminação. No Brasil também houve, mas o governo foi mais receptivo”, explica.
O fato de o país estar saindo do governo militar e a aprovação da Constituição de 1988, que menciona que a saúde é "direito de todos e dever do Estado", contribuíram para o forte investimento num programa de combate à doença.
Já nos EUA, o ambiente mais conservador sob os presidente Ronald Reagan e George Bush prejudicou a adoção de medidas nacionais agressivas. Grupos religiosos influentes, aponta Gómez, defendiam a ideia de que a Aids era um castigo divino aos gays. “O Brasil sempre foi mais aberto ao tratamento de doenças sexualmente transmissíveis”, diz.
A pressão da comunidade internacional foi outro fator que fez com que o Brasil investisse num programa de Aids. “Conversei algumas vezes com o presidente (Fernando Henrique) Cardoso e ele era muito preocupado com isso. Queria mostrar que o país estava preparado para fazer frente à doença”, conta Gómez.
O resultado foi que, atualmente, o Brasil oferece medicamentos gratuitamente a todos os infectados, enquanto nos EUA há mais de 8 mil pessoas esperando para receber remédios. Países africanos, os mais atingidos pelo HIV, tentam replicar a iniciativa brasileira, mas lutam contra a falta de recursos.
globo.com/ciencia e saude
Por: Cássia Lima
Choque de limpeza ensina a combater fungos e ácaros
Veja como reconhecê-los, como se prevenir e como exterminá-los.
Uma casa, nas montanhas de Hollywood, nos Estados Unidos, está sendo investigada. Nela podem estar escondidos os assassinos de um casal famoso. Foi no local que a atriz Brittany Murphy morreu, no esplendor de seus 32 anos, em dezembro de 2009. Causa mortis: pneumonia. Cinco meses depois, morreu o marido dela. Mistério: o que matou o roteirista Simon Monjack também foi uma pneumonia.
A coincidência fez ressurgir um suspeito que já tinha sido cogitado na morte de Brittany: o mofo. Sim, a bela mansão hollywoodiana tem muito mofo.
O Departamento de Saúde de Los Angeles teria aberto uma investigação para saber se os fungos do mofo seriam os verdadeiros culpados. Uma história que parece roteiro hollywoodiano, mas que pode ser verdade. Pode?
“Não é uma ocorrência assim tão frequente, felizmente. Para você ter uma idéia, existem aproximadamente entre 50 e 200 mil tipos fungos e cada um deles com algum tipo de capacidade de gerar alterações, na dependência da quantidade que se aspira e também da capacidade desse indivíduo de reagir contra o fungo. Ou seja, de acordo com a sua imunidade como esteja, pode ou não vir a desenvolver a doença”, explicou o pneumologista.
Os fungos, como se viu em Hollywood, habitam nossas casas. Fungos, ácaros e muitos outros inimigos invisíveis. Como reconhecê-los? Como se prevenir? Como exterminá-los?
O doutor João Tebyriçá tem as respostas. Em missão especial para o Fantástico, ele visitou a casa de Deise e Luiz Carlos no Rio de Janeiro. Ali, como em qualquer casa, serezinhos minúsculos e terríveis ameaçam a saúde da família.
O médico analisa: “Tem alguns detalhes nesse ambiente que não são propriamente o ideal. Esses objetos todos acumulam poeira, mofo, ácaros, insetos. Tudo isso vai fazer com que você, embora esteja trabalhando em uma mesa adequada, por baixo da mesa você está inalando uma série de substâncias nocivas ao seu aparelho respiratório”.
Perigo! O que fazer?
“O melhor é retirar todo o material para uma área fechada e distante e o material que você precisa fazer uso mais frequente colocar em estantes que você vai poder limpar e de melhor acesso”, diz Tebyriçá. “Uma coisa que eu observo é que essa casa, essa área, embora bem arejada, ela tem infiltração aqui e isso mostra que está havendo crescimento de mofo”.
O doutor explica o que provoca o mofo: “A umidade faz o crescimento de fungos. Os fungos são exatamente aquilo que nós popularmente denominamos mofo”, definiu o médico. “Um tapete que esteja velho, ele contém de 500 a 1.500 ácaros por grama de poeira. Esses ácaros botam partículas fecais que têm dez micras e ficam em suspensão. Então nós aqui estamos respirando fezes de ácaros”.
Para se ter um ambiente mais saudável, João Tebyriçá aconselha: “Primeiro, antes de tudo, fazer um trabalho de alvenaria, tem que procurar uma pessoa especializada pra exatamente raspar, limpar, tirar a umidade e tirar o mofo. O tapete, o ideal é remover ou então lavar o tapete a cada três ou seis meses. E nada de comer onde tem tapete! Têm ácaros que gostam de matéria orgânica, onde você come. Se você come na sala, no quarto, na cozinha, no banheiro, eles vão estar espalhados em toda casa.”
Na cozinha, mesmo limpinha, podem se esconder mais inimigos: os fungos que crescem nos alimentos. Por isso, ao menor sinal de apodrecimento, jogue tudo fora, tudo mesmo.
“É muito comum que as donas de casa arranquem aquele pedaço, joguem fora e comam o resto. Ou lavem o queijo ou o pão, corta o pedaço e jogar fora. Ou a laranja, corta a metade da laranja e aproveita a outra, não pode. Por quê? Porque ele produz toxinas. Então, você joga fora o fungo, mas está ingerindo a substância que mais tarde você pode ter problemas porque ela é cumulativa no organismo”, diz a bióloga Maria Sarquiz.
O cão e o gato também têm que tomar banho pelo menos uma vez por semana. Por quê? Porque o pelo do animal também acumula ácaros.
“E esse quarto aqui, doutor, ele não é arejado. Porque dificilmente a gente abre essa janela. E isso é um problema”, pergunta uma mulher.
“Isso é um problema, o ideal é que todos os cômodos da casa sejam sempre bem arejados”, responde o doutor Tebyriçá.
E ácaros se alimentam até da descamação da pele humana. Por isso: toda vez que você tira a roupa, caem células e eles correm para se alimentar. Então o certo é você ter um local na sua casa onde você faça a troca de roupa, porque quando você tiver que limpar é aquele local.
Pronto. Agora você já tem as armas para não deixar que sua casa vire cenário de filme de terror.
Postado por Hanna Paula.
Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo
Veja como reconhecê-los, como se prevenir e como exterminá-los.
Uma casa, nas montanhas de Hollywood, nos Estados Unidos, está sendo investigada. Nela podem estar escondidos os assassinos de um casal famoso. Foi no local que a atriz Brittany Murphy morreu, no esplendor de seus 32 anos, em dezembro de 2009. Causa mortis: pneumonia. Cinco meses depois, morreu o marido dela. Mistério: o que matou o roteirista Simon Monjack também foi uma pneumonia.
A coincidência fez ressurgir um suspeito que já tinha sido cogitado na morte de Brittany: o mofo. Sim, a bela mansão hollywoodiana tem muito mofo.
O Departamento de Saúde de Los Angeles teria aberto uma investigação para saber se os fungos do mofo seriam os verdadeiros culpados. Uma história que parece roteiro hollywoodiano, mas que pode ser verdade. Pode?
“Não é uma ocorrência assim tão frequente, felizmente. Para você ter uma idéia, existem aproximadamente entre 50 e 200 mil tipos fungos e cada um deles com algum tipo de capacidade de gerar alterações, na dependência da quantidade que se aspira e também da capacidade desse indivíduo de reagir contra o fungo. Ou seja, de acordo com a sua imunidade como esteja, pode ou não vir a desenvolver a doença”, explicou o pneumologista.
Os fungos, como se viu em Hollywood, habitam nossas casas. Fungos, ácaros e muitos outros inimigos invisíveis. Como reconhecê-los? Como se prevenir? Como exterminá-los?
O doutor João Tebyriçá tem as respostas. Em missão especial para o Fantástico, ele visitou a casa de Deise e Luiz Carlos no Rio de Janeiro. Ali, como em qualquer casa, serezinhos minúsculos e terríveis ameaçam a saúde da família.
O médico analisa: “Tem alguns detalhes nesse ambiente que não são propriamente o ideal. Esses objetos todos acumulam poeira, mofo, ácaros, insetos. Tudo isso vai fazer com que você, embora esteja trabalhando em uma mesa adequada, por baixo da mesa você está inalando uma série de substâncias nocivas ao seu aparelho respiratório”.
Perigo! O que fazer?
“O melhor é retirar todo o material para uma área fechada e distante e o material que você precisa fazer uso mais frequente colocar em estantes que você vai poder limpar e de melhor acesso”, diz Tebyriçá. “Uma coisa que eu observo é que essa casa, essa área, embora bem arejada, ela tem infiltração aqui e isso mostra que está havendo crescimento de mofo”.
O doutor explica o que provoca o mofo: “A umidade faz o crescimento de fungos. Os fungos são exatamente aquilo que nós popularmente denominamos mofo”, definiu o médico. “Um tapete que esteja velho, ele contém de 500 a 1.500 ácaros por grama de poeira. Esses ácaros botam partículas fecais que têm dez micras e ficam em suspensão. Então nós aqui estamos respirando fezes de ácaros”.
Para se ter um ambiente mais saudável, João Tebyriçá aconselha: “Primeiro, antes de tudo, fazer um trabalho de alvenaria, tem que procurar uma pessoa especializada pra exatamente raspar, limpar, tirar a umidade e tirar o mofo. O tapete, o ideal é remover ou então lavar o tapete a cada três ou seis meses. E nada de comer onde tem tapete! Têm ácaros que gostam de matéria orgânica, onde você come. Se você come na sala, no quarto, na cozinha, no banheiro, eles vão estar espalhados em toda casa.”
Na cozinha, mesmo limpinha, podem se esconder mais inimigos: os fungos que crescem nos alimentos. Por isso, ao menor sinal de apodrecimento, jogue tudo fora, tudo mesmo.
“É muito comum que as donas de casa arranquem aquele pedaço, joguem fora e comam o resto. Ou lavem o queijo ou o pão, corta o pedaço e jogar fora. Ou a laranja, corta a metade da laranja e aproveita a outra, não pode. Por quê? Porque ele produz toxinas. Então, você joga fora o fungo, mas está ingerindo a substância que mais tarde você pode ter problemas porque ela é cumulativa no organismo”, diz a bióloga Maria Sarquiz.
O cão e o gato também têm que tomar banho pelo menos uma vez por semana. Por quê? Porque o pelo do animal também acumula ácaros.
“E esse quarto aqui, doutor, ele não é arejado. Porque dificilmente a gente abre essa janela. E isso é um problema”, pergunta uma mulher.
“Isso é um problema, o ideal é que todos os cômodos da casa sejam sempre bem arejados”, responde o doutor Tebyriçá.
E ácaros se alimentam até da descamação da pele humana. Por isso: toda vez que você tira a roupa, caem células e eles correm para se alimentar. Então o certo é você ter um local na sua casa onde você faça a troca de roupa, porque quando você tiver que limpar é aquele local.
Pronto. Agora você já tem as armas para não deixar que sua casa vire cenário de filme de terror.
Postado por Hanna Paula.
Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo
Soluço contínuo pode ser sintoma de doença neurológica ou gástrica
Pediatra e consultora Ana Escobar respondeu a perguntas da internet.
Reação entre idosos, fumantes e crianças pode ser mais perigosa.
Do G1, em São Paulo
Para tirar mais dúvidas sobre soluço, o G1 recebeu a pediatra e consultora do Bem Estar Ana Escobar nesta quinta-feira (2). A médica disse que bebês ainda dentro da barriga da mãe podem soluçar, em decorrência da contração do diafragma.
Apertar o pulso não tem nenhum efeito contra o soluço, segundo a especialista. Já a acupuntura pode ajudar a resolver o problema quando ele for sintoma de uma doença – não a reação comum e esporádica que a maioria das pessoas tem.
Ficar descalço aumenta o frio e pode causar soluço, principalmente em crianças. E, quando soluçamos demais, o ar entra com muita força dentro dos pulmões e os alvéolos se estufam, o que pode provocar dor muscular na barriga e também de cabeça.
Soluço em idosos pode ser perigoso porque os alvéolos estão mais fragilizados, sobretudo nos fumantes. Crianças pequenas também devem tomar cuidado.
Reações contínuas, que duram até 24 horas e não param com nada, podem ser sintoma de doenças neurológicas ou gástricas, como gastrite. Nesse caso, o ácido do estômago pode piorar o soluço e também o refluxo.
Dormir de lado não acaba com essa situação, se acordo com a dra. Ana. O mais indicado é fazer uma respiração ritmada. Já engolir saliva não é o mais recomendado para pôr fim ao soluço porque o líquido precisa ser em maior quantidade. Por isso, o ideal é beber água em vários e pequenos goles.
Postado por Hanna Paula.
Fonte:
http://g1.globo.com/bemestar
Pediatra e consultora Ana Escobar respondeu a perguntas da internet.
Reação entre idosos, fumantes e crianças pode ser mais perigosa.
Do G1, em São Paulo
Para tirar mais dúvidas sobre soluço, o G1 recebeu a pediatra e consultora do Bem Estar Ana Escobar nesta quinta-feira (2). A médica disse que bebês ainda dentro da barriga da mãe podem soluçar, em decorrência da contração do diafragma.
Apertar o pulso não tem nenhum efeito contra o soluço, segundo a especialista. Já a acupuntura pode ajudar a resolver o problema quando ele for sintoma de uma doença – não a reação comum e esporádica que a maioria das pessoas tem.
Ficar descalço aumenta o frio e pode causar soluço, principalmente em crianças. E, quando soluçamos demais, o ar entra com muita força dentro dos pulmões e os alvéolos se estufam, o que pode provocar dor muscular na barriga e também de cabeça.
Soluço em idosos pode ser perigoso porque os alvéolos estão mais fragilizados, sobretudo nos fumantes. Crianças pequenas também devem tomar cuidado.
Reações contínuas, que duram até 24 horas e não param com nada, podem ser sintoma de doenças neurológicas ou gástricas, como gastrite. Nesse caso, o ácido do estômago pode piorar o soluço e também o refluxo.
Dormir de lado não acaba com essa situação, se acordo com a dra. Ana. O mais indicado é fazer uma respiração ritmada. Já engolir saliva não é o mais recomendado para pôr fim ao soluço porque o líquido precisa ser em maior quantidade. Por isso, o ideal é beber água em vários e pequenos goles.
Postado por Hanna Paula.
Fonte:
http://g1.globo.com/bemestar
Rugas são o maior sinal de riscos de fraturas entre mulheres, diz estudo
Universidade de Yale examinou 114 mulheres após menopausa.
Quanto mais profundas as marcas no rosto, menor a densidade óssea.
Da France Presse
A presença e a profundidade das rugas no rosto e no pescoço podem ajudar a prever os riscos de fraturas ósseas entre as mulheres, segundo um estudo norte-americano publicado nesta segunda-feira (6).
A explicação leva em conta a relação entre nível de proteínas contido na pele e o existente nos ossos. Na opinião dos autores da pesquisa, se o rosto e o pescoço de uma mulher são marcados por rugas profundas, ela apresenta um maior risco de fratura devido à perda de densidade óssea.
saiba mais
Cientistas da Universidade de Yale examinaram 114 mulheres na menopausa que pararam de mestruar num período de pelo menos três anos, como parte de um teste clínico ainda em curso nos Estados Unidos.
Estudaram a pele das pacientes, com destaque para 11 pontos do rosto e do pescoço, visualmente e com um aparelho destinado a medir a elasticidade da pele da fronte e das laterais da face. A massa e a densidade ósseas foram medidas por ultrassonografia e raios X.
"Descobrimos que quando as rugas tornam-se mais numerosas e mais profundas, isso está ligado a uma perda de densidade óssea entre as que participaram do estudo", explicou Lubna Pal, professora de obstetrícia, ginecologia e fertilidade da faculdade de medicina de Yale.
"Mais as rugas são numerosas, mais a densidade óssea diminui, independentemente da idade ou de outros fatores que influenciam a formação de massa óssea", segundo a pesquisadora.
Para ela, a descoberta é importante porque "permitirá aos clínicos identificar os riscos de fraturas entre as mulheres por uma simples observação visual, economizando os exames mais caros".
Os trabalhos sobre o assunto foram apresentados por ocasião de uma conferência da Sociedade de Endocrinologia norte-americana em Boston.
Postado por Hanna Paula.
Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia
Universidade de Yale examinou 114 mulheres após menopausa.
Quanto mais profundas as marcas no rosto, menor a densidade óssea.
Da France Presse
A presença e a profundidade das rugas no rosto e no pescoço podem ajudar a prever os riscos de fraturas ósseas entre as mulheres, segundo um estudo norte-americano publicado nesta segunda-feira (6).
A explicação leva em conta a relação entre nível de proteínas contido na pele e o existente nos ossos. Na opinião dos autores da pesquisa, se o rosto e o pescoço de uma mulher são marcados por rugas profundas, ela apresenta um maior risco de fratura devido à perda de densidade óssea.
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Cientistas da Universidade de Yale examinaram 114 mulheres na menopausa que pararam de mestruar num período de pelo menos três anos, como parte de um teste clínico ainda em curso nos Estados Unidos.
Estudaram a pele das pacientes, com destaque para 11 pontos do rosto e do pescoço, visualmente e com um aparelho destinado a medir a elasticidade da pele da fronte e das laterais da face. A massa e a densidade ósseas foram medidas por ultrassonografia e raios X.
"Descobrimos que quando as rugas tornam-se mais numerosas e mais profundas, isso está ligado a uma perda de densidade óssea entre as que participaram do estudo", explicou Lubna Pal, professora de obstetrícia, ginecologia e fertilidade da faculdade de medicina de Yale.
"Mais as rugas são numerosas, mais a densidade óssea diminui, independentemente da idade ou de outros fatores que influenciam a formação de massa óssea", segundo a pesquisadora.
Para ela, a descoberta é importante porque "permitirá aos clínicos identificar os riscos de fraturas entre as mulheres por uma simples observação visual, economizando os exames mais caros".
Os trabalhos sobre o assunto foram apresentados por ocasião de uma conferência da Sociedade de Endocrinologia norte-americana em Boston.
Postado por Hanna Paula.
Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia
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