sábado, 25 de junho de 2011

Pré-Diabetes

Pré-Diabetes
Antes de desenvolver o diabetes mellitus tipo 2, a maioria das pessoas apresenta uma condição assintomática chamada “pré-diabetes”. Também conhecida como “intolerância à glicose”, “tolerância diminuída à glicose” ou “glicemia de jejum alterada”.
Diagnóstico de Pré-Diabetes
 Dois diferentes testes podem diagnosticar o pré-diabetes. São eles:
a) Glicemia de jejum - consiste na coleta de uma amostra de sangue, em jejum, após um jejum de 8 horas, para avaliar o nível de glicose no sangue. O normal é menor que 100 mg/dL.
b) Teste de Tolerância à Glicose - consiste na coleta de sangue em jejum e na coleta de uma outra amostra de sangue 2 horas após a ingestão de um copo grande de água contendo 75 g de glicose diluída. Deve ser feito quando o paciente apresenta uma glicemia de jejum maior que o normal mais ainda menor que o nível necessário para o diagnóstico de diabetes - ou seja, quando a glicemia de jejum é maior ou igual a 100 mg/dL e menor que 126 mg/dL.
Tratamento para o Pré-Diabetes

O principal componente do tratamento do pré-diabetes consiste nas mudanças de estilo de vida - ou seja, na adoção de um hábito de vida saudável, que inclui as seguintes medidas:
a) alimentação saudável e equilibrada
b) perda de peso - se você está acima do peso, uma perda de 5 a 10% do seu peso inicial pode fazer uma enorme diferença;
c) atividade física regular - tente exercitar-se 30 minutos por dia, durante 5 dias da semana. Essa atividade pode ser dividida em vários períodos curtos: 3 sessões de 10 minutos num dia ou 2 sessões de 15 minutos noutro dia. Escolha uma atividade que você goste de fazer, como, por exemplo, caminhar, ou nadar, ou dançar, ou jogar tênis ou futebol,
d) pare de fumar;
e) trate adequadamente da sua pressão arterial ou do seu colesterol, se necessário.


                                                                                                                                       Fonte: www.diabetes.com
                                                                                                                                       De: Jucilene Santos de Assis

Acesso de Asmáticos Graves a Medicamentos do Sus

A lei brasileira garante o acesso da população a medicamentos gratuitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas nem sempre o remédio chega a quem precisa. O trabalho, intitulado “Acessibilidade do paciente asmático grave aos medicamentos previstos no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf)”, mostra que os pacientes têm grandes dificuldades no acesso aos fármacos necessários para tratar a doença. 
Conforme a pesquisa, a causa dos problemas no acesso, é o fato de os próprios doentes não saberem da existência de medicamentos gratuitos e a desinformação de alguns profissionais de saúde sobre o tema. Viagens frustradas devido a  espirômetros (aparelhos que medem o volume e o fluxo de ar dos pulmões) inutilizados, preenchimento errôneo dos laudos necessários para a disponibilização das medicações e falta de médicos também são barreiras encontradas pelos asmáticos graves no decorrer do tratamento.
A metodologia usada pela farmacêutica consistiu na análise dos documentos disponíveis na Assistência Farmacêutica e no uso dos dados armazenados no Sistema Informatizado de Gerenciamento e Acompanhamento dos Medicamentos (Sismedex), no qual os pacientes são cadastrados e acompanhados no recebimento dos fármacos. Também foram realizadas entrevistas com dez pacientes sobre o acesso deles aos remédios e com os responsáveis pelo seu gerenciamento e entrega.
RISCO - A asma é uma doença crônica que pode levar à morte. Em casos graves, as crises ocorrem diariamente e podem causar uma parada cardiorrespiratória. Então, se o paciente não for atendido rápido, ele morre. “Acredita-se que todos esses que não conseguem acessar o medicamento pelo Ceaf estão indo ou numa emergência ou comprando com o próprio dinheiro”, completa a farmacêutica, que também ressalta o alto custo do tratamento. “No começo, fomos ver o preço das medicações para termos uma noção. A bombinha, que dura um mês, custava em torno de R$ 100 nas farmácias”.

terça-feira, 21 de junho de 2011

MITOS E VERDADES SOBRE A DOR DE GARGANTA

Ela pode evoluir para conjuntivite
Verdade: Os micro-organismos que atacam a faringe não têm preconceito: eles afetam qualquer mucosa, inclusive a dos olhos. Por isso, quando estiver doente, não ponha as mãos na boca e, depois, perto das pálpebras.

Tomar sorvete causa dor
Mito: No máximo, alimentos e bebidas geladas constringem os vasos, dificultando a chegada de células de defesa. Isso, todavia, não gera irritação por si só.

Beber água ajuda a prevenir e a tratar o desconforto
Verdade: O tal muco é composto de 95% de H20. Na falta de líquido, essa barreira natural se torna espessa e, portanto, menos eficaz. Está aí outro argumento para não ficar com sede.

Gargarejo com água morna, sal e vinagre combate os micro-organismos
Mito: Misturas como essa alteram o pH da garganta. Como é sensível à acidez, ela pode até se irritar com o enxágue, o que só serve para piorar a infecção.

Sair de um ambiente quente para outro frio e seco sem se agasalhar gera mais dor
Verdade: Essa troca resseca o muco protetor. Desidratado, ele não intercepta as partículas nocivas, que passam a agredir o local. Um casaco atenua a mudança brusca de clima.

Dor de garganta não é contagiosa
Mito: Como geralmente decorre de vírus ou bactérias, que transitam de uma pessoa a outra pelo ar ou por um aperto de mãos, ela pode passar, sim.
Elanne Cristina

Romã - mais um aliado contra o estresse

Novo estudo oferece uma opção um pouco menos glamurizada, mas tão efetiva quanto os outros e sem efeitos colaterais
Existem várias formas de relaxar depois de um dia estressante: há quem goste de tomar uma taça de vinho, outras preferem um banho de banheira... Mas um novo estudo oferece uma opção um pouco menos glamurizada, mas tão efetiva quanto os outros e sem efeitos colaterais (no caso do vinho, por exemplo, a tacinha pode virar a garrafa toda). Essa novidade é a romã – aquela fruta que muitos gostam de comer na virada do ano, como parte de uma simpatia para atrair (ou não deixar faltar) dinheiro.
A pesquisa, feita pela Queen Margaret University, da Escócia, revelou que a romã pode reduzir significativamente os níveis de cortisol (o hormônio do estresse) e ao mesmo tempo melhorar a circulação sanguínea, promovendo quase que imediatamente a sensação de relaxamento. E, ainda segundo o estudo, além de funcionar pontualmente, tomar 500 ml de suco de romã diariamente pode controlar os níveis de ansiedade no dia a dia, agindo como um fitoterápico anti-estresse.

“Além dos benefícios da fruta na ação contra o estresse, também observamos que o consumo frequente da romã traz outros benefícios à saúde a longo prazo, como ajudar a reduzir os níveis de colesterol e diminuir os riscos de desenvolver Alzheimer e artrite”, disse o pesquisador Emad Al-Dujaili ao site da Marie Claire americana.
Elanne Cristina

Acidente Vascular Cerebral

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Sinônimos e Nomes Populares:
AVC, Derrame cerebral.
O que é?
O acidente vascular cerebral é uma doença caracterizada pelo início agudo de um deficit neurológico (diminuição da função) que persiste por pelo menos 24 horas, refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado de um distúrbio na circulação cerebral que leva a uma redução do aporte de oxigênio às células cerebrais adjacentes ao local do dano com consequente morte dessas células; começa abruptamente, sendo o deficit neurológico máximo no seu início, e podendo progredir ao longo do tempo.
O termo ataque isquêmico transitório (AIT) refere-se ao deficit neurológico transitório com duração de menos de 24 horas até total retorno à normalidade; quando o deficit dura além de 24 horas, com retorno ao normal é dito como um deficit neurológico isquêmico reversível (DNIR).
Podemos dividir o acidente vascular cerebral em duas categorias:
 
O acidente vascular isquêmico consiste na oclusão de um vaso sangüíneo que interrompe o fluxo de sangue a uma região específica do cérebro, interferindo com as funções neurológicas dependentes daquela região afetada, produzindo uma sintomatologia ou deficits característicos. Em torno de 80% dos acidentes vasculares cerebrais são isquêmicos.
No acidente vascular hemorrágico existe hemorragia (sangramento) local, com outros fatores complicadores tais como aumento da pressão intracraniana, edema (inchaço) cerebral, entre outros, levando a sinais nem sempre focais. Em torno de 20% dos acidentes vasculares cerebrais são hemorrágicos.
Como se desenvolve ou se adquire?
Vários fatores de risco são descritos e estão comprovados na origem do acidente vascular cerebral, entre eles estão: a hipertensão arterial, doença cardíaca, fibrilação atrial, diabete, tabagismo, hiperlipidemia. Outros fatores que podemos citar são: o uso de pílulas anticoncepcionais, álcool, ou outras doenças que acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação do sangue) do indivíduo.
O que se sente?
Geralmente vai depender do tipo de acidente vascular cerebral que o paciente está sofrendo se isquêmico ou hemorrágico. Os sintomas podem depender da sua localização e da idade do paciente. Os principais sintomas do acidente vascular cerebral incluem:
Fraqueza:
O início súbito de uma fraqueza em um dos membros (braço, perna) ou face é o sintoma mais comum dos acidentes vasculares cerebrais. Pode significar a isquemia de todo um hemisfério cerebral ou apenas de uma área pequena e específica. Podem ocorrer de diferentes formas apresentando-se por fraqueza maior na face e no braço que na perna; ou fraqueza maior na perna que no braço ou na face; ou ainda a fraqueza pode se acompanhar de outros sintomas. Estas diferenças dependem da localização da isquemia, da extensão e da circulação cerebral acometida.
Distúrbios Visuais:
A perda da visão em um dos olhos, principalmente aguda, alarma os pacientes e geralmente os leva a procurar avaliação médica. O paciente pode ter uma sensação de "sombra'' ou "cortina" ao enxergar ou ainda pode apresentar cegueira transitória (amaurose fugaz).
Perda sensitiva:
A dormência ocorre mais comumente junto com a diminuição de força (fraqueza), confundindo o paciente; a sensibilidade é subjetiva.
Linguagem e fala (afasia):
É comum os pacientes apresentarem alterações de linguagem e fala; assim alguns pacientes apresentam fala curta e com esforço, acarretando muita frustração (consciência do esforço e dificuldade para falar); alguns pacientes apresentam uma outra alteração de linguagem, falando frases longas, fluentes, fazendo pouco sentido, com grande dificuldade para compreensão da linguagem. Familiares e amigos podem descrever ao médico este sintoma como um ataque de confusão ou estresse.
Convulsões:
Nos casos da hemorragia intracerebral, do acidente vascular dito hemorrágico, os sintomas podem se manifestar como os já descritos acima, geralmente mais graves e de rápida evolução. Pode acontecer uma hemiparesia (diminuição de força do lado oposto ao sangramento) , além de desvio do olhar. O hematoma pode crescer, causar edema (inchaço), atingindo outras estruturas adjacentes, levando a pessoa ao coma. Os sintomas podem desenvolver-se rapidamente em questão de minutos.
Como o médico faz o diagnóstico?
A história e o exame físico dão subsídios para uma possibilidade de doença vascular cerebral como causa da sintomatologia do paciente.Entretanto, o início agudo de sintomas neurológicos focais deve sugerir uma doença vascular em qualquer idade, mesmo sem fatores de risco associados. A avaliação laboratorial inclui análises sanguíneas e estudos de imagem (tomografia computadorizada de encéfalo ou ressonância magnética). Outros estudos: ultrassom de carótidas e vertebrais, ecocardiografia e angiografia podem ser feitos.
Como se trata e como se previne?
Geralmente existem três estágios de tratamento do acidente vascular cerebral: tratamento preventivo, tratamento do acidente vascular cerebral agudo e o tratamento de reabilitação pós-acidente vascular cerebral.
O tratamento preventivo inclui a identificação e controle dos fatores de risco. A avaliação e o acompanhamento neurológicos regulares são componentes do tratamento preventivo bem como o controle da hipertensão, da diabete, a suspensão do tabagismo e o uso de determinadas drogas (anticoagulantes) que contribuem para a diminuição da incidência de acidentes vasculares cerebrais.
Inicialmente deve-se diferenciar entre acidente vascular isquêmico ou hemorrágico.
O tratamento agudo do acidente vascular cerebral isquêmico consiste no uso de terapias antitrombóticas (contra a coagulação do sangue) que tentam cessar o acidente vascular cerebral quando ele está ocorrendo, por meio da rápida dissolução do coágulo que está causando a isquemia. A chance de recuperação aumenta quanto mais rápida for a ação terapêutica nestes casos. Em alguns casos selecionados, pode ser usada a endarterectomia (cirurgia para retirada do coágulo de dentro da artéria) de carótida. O acidente vascular cerebral em evolução constitui uma emergência médica, devendo ser tratado rapidamente em ambiente hospitalar

Por Valéria Monteiro

http://www.abcdasaude.com.br/artigo
A reabilitação pós-acidente vascular cerebral ajuda o indivíduo a superar as dificuldades resultantes dos danos causados pela lesão.
O uso de terapia antitrombótica é importante para evitar recorrências. Além disso, deve-se controlar outras complicações, principalmente em pacientes acamados (pneumonias, tromboembolismo, infecções, úlceras de pele) onde a instituição de fisioterapia previne e tem papel importante na recuperação funcional do paciente.
As medidas iniciais para o acidente vascular hemorrágico são semelhantes, devendo-se obter leito em uma unidade de terapia intensiva (UTI) para o rigoroso controle da pressão. Em alguns casos, a cirurgia é mandatória com o objetivo de se tentar a retirada do coágulo e fazer o controle da pressão intracraniana.

Doadores de sangue: no mínimo 16 e no máximo 68 anos

Atualmente era necessário ter no mínimo 18 anos e no máximo 65. O Ministério da Saúde ampliou a faixa etária de doadores.
Vale lembrar que os menores de idade podem ser voluntários apenas com o consentimento dos pais ou responsáveis legais. Com essa ampliação, o Ministério da Saúde pretende aumentar de 3,5 milhões de doações por ano, para 4 milhões.
Só assim para, aos poucos, alcançar a recomendação da Organização Mundial da Saúde: de 1,5% a 3% da população deve doar. Por aqui, temos 1,9% da população sendo doadora; com a medida, espera-se chegar a 2,1%.
Quase metade (46%) dos nossos doadores está entre o grupo de jovens de 18 a 29 anos.
As recomendações para se voluntariar, mesmo com a faixa ampliada, continuam as mesmas. Boa saúde e peso acima de 50 quilos são os quesitos básicos.
Não pode doar pessoas que tiveram hepatite após os 10 anos de idade, grávidas ou em fase de amamentação, usuários de drogas, pessoas expostas a doenças transmissíveis pelo sangue (aids, hepatite, sífilis e Doença de Chagas) ou que mantiveram relação sexual com diversos parceiros nos últimos doze meses.
No dia da doação, não se deve estar em jejum, além de ter aproveitado uma boa noite de sono, sem ingerir bebidas alcoólicas das 12 horas antecedentes.

Por Valéria Monteiro

http://www.blogdasaude.com.br