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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Dor de cabeça afeta até 75% dos adultos no mundo, diz OMS

Um estudo das Nações Unidas sugere que a dor de cabeça é o sintoma mais comum na área de saúde, e também um dos que recebem pior tratamento médico. Ao lançar o "Atlas de Dores de Cabeça e Recursos no Mundo 2011", nesta terça-feira, a OMS pediu mais investimentos para tratar o problema.

Segundo o manual, dores de cabeça, incluindo enxaquecas e tensões, afetaram até 75% dos adultos entre 18 e 65 anos, no ano passado.

Mas apenas uma minoria dos pacientes recebe tratamento médico profissional. Cerca de 40% são tratados por causa de enxaquecas, mas 10% das dores de cabeça se devem a excesso de medicamentos.

Especialistas da Sociedade Internacional de Dor de Cabeça afirmam que em 56% dos países que responderam ao questionário para a pesquisa, o uso de medicamento era menor na África, no leste do Mediterrâneo e no sudeste da Ásia.

Neurologista

Em todo o mundo, cerca de 50% de pessoas que têm dor de cabeça se automedicam. Apenas 10% dos pacientes procuram um neurologista.

O estudo da OMS constatou que os custos da dor de cabeça para a sociedade são altos, como por exemplo perda de produtividade. Para os especialistas, sai mais barato tratar a dor de cabeça com assistência médica, especialmente quando o sintoma leva a casos mais graves de saúde.

Postado : Lauane Nascimento

quinta-feira, 9 de junho de 2011

As dietas podem causar transtornos alimentares?

Há evidências científicas que nos levam a crer que um "comportamento de dieta", adotado por adolescentes e crianças, cada vez mais precocemente preocupados com o peso e engajados em dietas para emagrecer, pode aumentar os riscos de transtornos alimentares entre eles, principalmente nas meninas. Na sociedade ocidental, 9 a 22% das adolescentes lançam mão de comportamentos alimentares inadequados com o objetivo de perder peso. Esses comportamentos estão associados com desnutrição, retardo no crescimento e na maturação sexual e sintomas de transtornos mentais como depressão, ansiedade, fadiga crônica e maior risco de desenvolver transtornos alimentares.

É mesmo muito preocupante o grau de insatisfação corporal entre os adolescentes em todo o mundo. Mais de 25% dos meninos e 50% das meninas desejam perder peso, incluindo estatísticas de povos orientais. O mais impressionante de tudo isso é que 81% deles são considerados de baixo peso ou de peso normal e 20% deles recorrem a métodos inadequados para alcançar seus objetivos de peso ideal, como dietas restritivas, medicamentos para emagrecer e a prática de vômitos auto-induzidos.

Por outro lado, é impossível não reconhecer os riscos da obesidade que avança sobre esses jovens, com prevalência triplicada nos últimos 20 anos. As pesquisas revelam que 80% dos adolescentes com sobrepeso serão adultos obesos e muito mais susceptíveis às complicações da obesidade como as doenças cardiovasculares e o diabetes, além de grandes entraves psicossociais pelo fato de conviverem com o excesso de peso desde muito cedo.

Quando analisamos as estatísticas entre os adolescentes, podemos constatar que 44% das meninas e 15% dos meninos relatam que tentam perder peso, ao passo que apenas 1% delas desenvolvem anorexia nervosa e 4% bulimia nervosa. Entre eles a porcentagem é muito menor. Assim, o transtorno alimentar pode sim ser desencadeado por um comportamento de dieta, mas não podemos ser tão simplistas e declarar as dietas como as causas dos transtornos alimentares. Outros fatores são importantes para este processo, como a predisposição genética, os traços de personalidade e a força dos modelos atuais de beleza.

De uma maneira geral, a maioria dos estudos que envolve orientação nutricional individualizada associada à prática de atividade física, em adolescentes com sobrepeso, demonstram que tais dietas não aumentam a incidência dos transtornos alimentares e são associadas à significativa melhora nos parâmetros psicossociais entre eles. Esses resultados reforçam a importância de programas nutricionais bem definidos, no sentido de se deter o crescimento da obesidade entre crianças e adolescentes. Esses programas devem ter início dentro da própria família, pois além dos genes, os filhos herdam também os comportamentos dos pais. CITEN - Centro Integrado de Terapia Nutricional
Postado por: Lauane Nascimento

terça-feira, 7 de junho de 2011

Até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante do mundo, diz OMS

Transtorno ainda enfrenta preconceito, apesar de afetar mais de 120 milhões de pessoas.
Ela chega de mansinho, assim como quem não quer nada. Num dia, você acorda triste, desanimado. No outro, bate uma sensação de vazio e uma vontade incontrolável de chorar, sem qualquer motivo aparente. A depressão é assim, um mal silencioso e ainda mal compreendido – até mesmo entre os próprios pacientes. Considerada um transtorno mental afetivo, ou uma doença psiquiátrica, a depressão é caracterizada pela tristeza constante e outros sintomas negativos que incapacitam o indivíduo para as atividades corriqueiras, como trabalhar, estudar, cuidar da família e até passear.

De acordo com OMS (Organização Mundial de Saúde), até 2020 a depressão será a principal doença mais incapacitante em todo o mundo. Isso significa que quem sofre de depressão tem a sua rotina virada do avesso. Ela deixa de produzir e tem a sua vida pessoal bastante prejudicada. Atualmente, mais de 120 milhões de pessoas sofrem com a depressão no mundo – estima-se que só no Brasil, são 17 milhões. E cerca de 850 mil pessoas morrem, por ano, em decorrência da doença.

Descrita pela primeira vez no início do século 20, a depressão ainda hoje é confundida com tristeza, sentimento comum a todas as pessoas em algum momento da vida. Brigar com o namorado, repetir o ano escolar e perder o emprego são motivos para deixar alguém triste, cabisbaixo. Isso não significa, porém, que o sujeito está com depressão. Em alguns dias, ele, certamente, vai estar melhor.

O desconhecimento real do funcionamento desse transtorno afetivo é o principal responsável por um dos maiores problemas para quem sofre com a depressão: o preconceito. Para Marcos Pacheco Ferraz, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), ele ainda existe e prejudica muito o paciente.

- Principalmente no ambiente de trabalho, onde há competições e cobranças por bom desempenho, é comum as pessoas nem comentarem sobre a enfermidade. Nesses casos, o melhor é tirar férias ou licença médica.

E não é só isso. A ignorância em torno da doença faz com que familiares e amigos, na tentativa de ajudar, piorem ainda mais a condição do depressivo. Frases como “tenha um pouco de força de vontade”, “vamos passear no shopping que melhora”, “você tem uma vida tão boa, tá com depressão por que?” e “se ocupe com outras coisas que você não terá tempo de pensar em bobagens”, funcionam como uma bomba na cabeça de quem já se esforça, diariamente, para conseguir sair da cama.

- Isso mostra que as pessoas não conhecem o transtorno. Achar que é frescura ainda é comum. Elas não imaginam que o paciente não consegue reagir. Não depende de força de vontade.

A designer C.N., 35 anos, que passou por uma depressão severa há alguns anos, sabe bem o que é isso. Mesmo trabalhando em um ambiente com pessoas bastante esclarecidas, ela cansou de ouvir esse tipo de comentário. E os efeitos eram devastadores. Ela conta que “até críticas sobre o meu médico eu ouvi. Uma colega disse que ele não devia ser bom, pois depois de um mês de tratamento eu já deveria estar curada.”

- É incrível o poder que algumas palavras tem sobre o doente. A primeira coisa que as pessoas perguntavam era o motivo da minha depressão, pois eu tinha uma vida tão boa, uma família, filha, um casamento bacana, um emprego legal. O fato de não ter uma explicação para a doença me deixava péssima. Era um sentimento de culpa enorme.

Por isso, Ferraz diz que é muito importante a participação da família no tratamento. Eles precisam saber o que devem e o que não devem fazer em relação ao doente. Para ele, “fazer com que todos entendam o mecanismo do transtorno e como agem os remédios é fundamental para o sucesso do tratamento. Ainda existe o mito de que antidepressivo vicia, o que é um grande engano.”

Postado: Lauane Nascimento S. Xavier

Obesidade: epidemia mundial

O mundo está mais gordo. Já faz tempo que a obesidade deixou de ser um problema meramente de ordem estética e foi alçado para a categoria de doença crônica. De acordo com os números da Organização Mundial da Saúde (OMS) são mais de um bilhão de adultos com excesso de peso no ano de 2000.Desse grupo, pelo menos 300 milhões são obesos contra 200 milhões em 1995. A situação é tão alarmante que doença já até ganhou estatus de epidemia. A estimativa é que em 2030 o mal aumente 70% nos Estados Unidos, 50% na Inglaterra e 30% no Brasil. Por aqui, uma pesquisa realizada pelo IBGE identificou que, pelo menos, 38 milhões de brasileiros são obesos. A ala masculina é a mais afetada somando 41% dessa farta fatia da população.
Uma pesquisa realizada pelo Albert Einstein Medicina Diagnóstica com quatro mil executivos entre 2004 e 2006, revelou que 71% dos homens estavam acima do peso contra 26% das mulheres. Nenhuma faixa-etária está livre do mal.
A obesidade infantil também já apresenta dimensões sinistras. Segundo a OMS, existem 17,6 milhões de crianças obesas no mundo inteiro com idade inferior a cinco anos.

A maior autoridade de saúde dos Estados Unidos, o Surgeon General afirma que desde 1980 o número de crianças obesas dobrou e o de adolescentes triplicou no país.

Embora o fator genético contribua para desenvolver esse mal, as principais causas da doença ainda recaem sobre o consumo crescente de comidas com alto valor calórico, ricas em gorduras saturadas e açúcares, além de atividade física reduzida, ou seja, sedentarismo.
O padrão de medida para definir de uma pessoa é obesa ou não é ter um Índice de Massa Corporal (IMCI igual ou superior a 30 kg/m²). O índice é definido pelo cálculo do peso da pessoa em quilogramas dividido pela sua estatura em metros quadrado , explica o clínico geral Flávio Dantas, da Unifesp.
A doença alcança três níveis de gravidade. O primeiro deles, tomando-se como base o IMC, quem está com mais de 15 quilos já é considerado obeso. Nesse caso, uma dieta orientada e exercícios praticados regularmente funcionam para aplacar a doença , diz Flávio. O segundo estágio é a obesidade mórbida, que abrange as pessoas que se encontram com 30 quilos a mais.
Esse grupo apresenta outras doenças e não emagrece o suficiente com tratamento. Já a superobesidade atinge pessoas que pesam 50 quilos extras e, muitas vezes, não saem mais da cama nem fazem tarefas simples, como amarrar os sapatos.
Um estudo publicado na revista científica BMC Public Health concluiu que os sobreviventes do acidente na usina nuclear de Chernobyl, em 1986, e das bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki, em 1945, sofrem conseqüências parecidas ou até menores do que quem vive em áreas poluídas, fuma ou é obeso.
De acordo com o autor da pesquisa, Jim T. Smith, pessoas que fumaram a vida inteira podem ter dez anos a menos de vida por causa do vício, enquanto que obesos, aos 35 anos, em grau elevado (com um IMC acima de 40) pode morrer de quatro a dez anos antes. Já os sobreviventes das bombas atômicas do Japão, que estavam num raio de 1,5 quilômetro do epicentro da explosão, têm a expectativa de vida reduzida em 2,6 anos, em média.

Assustador não? E não é para menos. A obesidade por si só desencadeia uma série de conseqüências nefastas ao organismo. Os casos mais graves que podem levar à morte estão distribuídos em quatro categorias: doenças cardiovasculares, doenças como o diabetes (destrinçamos todos os detalhes dessa doença crônica), associadas à resistência de insulina; certos tipos de câncer, como o de intestino, e doenças da vesícula biliar.
A probabilidade de desenvolver hipertensão e diabetes aumenta sensivelmente quando o paciente engorda , explica o Dantas, da Unifesp.

A OMS calcula que, aproximadamente, 90% das pessoas com diabetes tipo 2 são obesas ou têm excesso de peso. Ter um IMC acima do ideal contribui para cerca de 58% do diabetes, 21% das cardiopatias isquêmicas e entre 8% e 42% de determinados tipos de câncer, como os de mama, cólon, próstata, endométrio, rins e vesícula biliar.

No rol dos problemas de saúde considerados não fatais estão os problemas respiratórios, musculares e esqueléticos crônicos, doenças de pele, depressão e infertilidade. Nas mulheres, o excesso de gordura na barriga pode provocar o surgimento de ovários micropolicísticos, principal causa de baixa fertilidade (controle a ação dos seus hormônios). O IMC elevado também colabora para o aparecimento da osteoartrite ou artrose, principal causa para a incapacitação dos adultos.

A doença promove um desgaste das cartilagens que ficam entre os ossos e que serviam para protegê-los do atrito natural. As principais regiões afetadas são as articulações da coluna vertebral, dos joelhos e das mãos. Os sintomas incluem dor ao subir ou descer escada, rigidez e dor na virilha.

Postagem feita por: Lauane Nascimento S. Xavier